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NOSSOS PRINCÍPIOS DE REFERÊNCIA Nossa Antropologia: 1º)
Dignidade da pessoa humana 2º) O ser humano é uma realidade em relação e comunicação com o outro Sua
capacidade de comunicação e de amor, isto é,
seu coração é sua maior riqueza e o centro propulsor
de seu desenvolvimento e da sociedade. A pessoa é, sobretudo
um coração que ama, isto é, que dá e que
recebe amor. Don Guanella dizia que a pessoa juntamente com a resposta
à suas necessidades, busca um coração que ama.
Aberta constitucionalmente aos outros, precisa comunicar-se com eles,
dar e receber atenção, estima, amor: ser membro ativo
de uma família e de uma comunidade. Em
todo o ser humano há uma fragilidade de fundo existencial.
Todo o ser humano é capaz de grandes idéias e grandes
gestos de bondade, mas também de coisas terríveis. Em
cada coração humano sempre existem luzes e sombras e
tudo o que acontece de bem ou de mal sai do coração
humano. 4º) A pessoa humana é um Ser a caminho do seu desenvolvimento O pleno desenvolvimento da própria personalidade é um instinto-aspiração natural de cada ser humano, independentemente dos seus limites e diferenças. Assim cada intervenção reabilitativa encontra um terreno fértil, não uma terra estéril, porque corresponde a uma necessidade existencial do ser humano. Acreditamos, então, que cada criança e adulto deficiente é capaz de aperfeiçoamento e por isto cada tentativa é válida e em definitivo melhora a pessoa ainda que não conseguimos perceber os resultados.
1º) Relação amistosa de ajuda A
educação, segundo o Padre Guanella, é especialmente
“obra de coração ”. Na nossa concepção
educativa isto significa que ela não se reduz a uma seqüência
de ações cumpridas segundo una especifica metodologia
para o crescimento da pessoa, mas que, antes de tudo, é uma
relação desejada, querida e amistosa, na qual se oferece
ao outro um cordial e constante acompanhamento na aquisição
dos valores e uma ajuda para suas necessidades. Em tal relação,
quem recebe educação responde com sentimentos de amizade
e, por sua vez, envia mensagens e estímulos que modificam a
personalidade do outro. O processo educativo, conseqüentemente,
é um caminho em que se procedem juntos para a maturidade: cada
um alimenta a própria identidade, mantém a própria
função, e todos se ajudam e se sustentam mutuamente.
De tal modo, ao buscar o crescimento do outro, tende-se também
ao próprio, e, enquanto se favorece seu aperfeiçoamento,
obtém-se também o próprio. 2º) Processo de autoformação A
educação é especialmente obra do coração,
também no sentido que acontece no centro mais profundo do qual
brotam sentimentos, pensamentos, intenções, projetos
e decisões. Com efeito, educar e reabilitar significa, para
nos, construir a pessoa a partir de seu interior e não plasmá-la
a partir de fora, isto é, ajudá-la mediante um processo
intencional e sistemático a ativar todas as suas possibilidades
e a libertar-se dos condicionamentos que poderiam impedi-la de ser
ela mesma. O crescimento das pessoas acontece sempre através
da apropriação pessoal dos conhecimentos e dos valores,
mesmo quando se trata de sujeitos com desvantagens sócio-culturais,
com carências afetivas e com graves deficiências intelectuais.
Com uma imagem expressiva, o Fundador falava que «o coração
de uma pessoa é como terra de horta e de jardim que, cultivada,
produz flores e frutos», querendo dizer com isso que educar
é empenhar-se a tornar os indivíduos protagonistas do
próprio desenvolvimento. 3º)
Sentido da reabilitação a)
não é curar, mas é tratar todos os problemas
da pessoa portadora de deficiência qualquer que sejam e de qualquer
forma se apresentam. 4º) Obra da graça de Deus A
educação e a reabilitação não são
somente fruto dos esforços humanos, mas também obra
da graça divina. Aliás, é precisamente esta graça,
segundo nós, que dá fecundidade ao trabalho educativo
e reabilitativo. Com efeito, Deus participa dela como protagonista,
como Pai que educa continuamente cada um de seus filhos, agindo diretamente
em seu coração. Ele tem uma relação educativa
invisível, mas real e construtiva com sua criatura: a previne
com seu amor e com seus dons, a estimula e encoraja a à colaboração,
lhe abre novas veredas de crescimento e, incessantemente, lhe dá
luz e energia para que possa prosseguir no caminho para a perfeição.Sua
graça alcança as profundidades do coração,
chegando lá onde não consegue chegar a habilidade humana,
desperta os recursos mais escondidos e produz frutos que parecem prodigiosos
aos olhos da própria pessoa. 5º) Dimensão social A
educação e reabilitação são também
um processo social, enquanto acontecem na sociedade e por meio dela.
Seu primeiro contexto natural é a família, cujo papel
primário é o educativo. Com efeito, a ela compete por
primeiro o direito-dever de ocupar-se da formação dos
próprios membros e de procurar para este fim a colaboração
das várias instituições sociais.Todavia, também
a sociedade, em seu conjunto e em seus componentes institucionais,
tem fundamentalmente uma vocação educativa, de modo
que a educação e a reabilitação das pessoas
se tornem seu compromisso prioritário e irrenunciável.Família
e sociedade não são só sujeitos que cumprem intervenções
educativas e reabilitativas e lugares em que estas se desenvolvem,
mas também ambientes que, como tais, constituem uma proposta
formativa.A serviço desta missão elas, em recíproca
colaboração, devem colocar suas melhores energias, com
a consciência de que construir pessoas realizadas e felizes
seja a sua finalidade suprema e a empresa mais nobre que podem cumprir. 6º ) Caminho de esperança para todos A educação é um direito inalienável de toda pessoa com problemas de deficiência, já que brotam de sua dignidade. É um direito inviolável também de toda instituição social, a partir da família, e de todos os povos, enquanto, agentes e veículos de formação, são eles mesmos chamados a um empenho de aperfeiçoamento e de crescimento. Este é, portanto, um caminho que a humanidade inteira deve percorrer e é uma possibilidade efetiva de crescimento que deve ser oferecida a todos, para que todos possam caminhar para a própria realização, mesmo quem é prejudicado nas funções psicofísicas, mas tem, em todo caso, a sorte de existir como pessoa humana e ser destinado à plenitude de vida.
1º) Familiaridade O Recanto Nossa Senhora de Lourdes procura distinguir-se
por uma atmosfera de cordial familiaridade, que torna atraente estar
juntos e faz as pessoas se sentirem à vontade. Assim, se dá
particular atenção a todos aqueles fatores que favorecem
um clima de família: o sentido da acolhida, a generosidade
no serviço recíproco, o interesse sincero para o crescimento
de cada um. Cada relação se desenvolve de tal modo que
as várias diferenças de idade ou de papel não
impedem a conversa espontânea nas multíplices ocasiões
quotidianas, cada um se sinta útil e estimado e encontre o
modo de exprimir com naturalidade as suas capacidades. Como em uma
boa família, os membros de nossa comunidade educativa possuem
liberdade e autonomia razoável para desenvolver as próprias
tarefas com criatividade e co-responsabilidade. Ao mesmo tempo, considera-se
importante uma disciplina equilibrada e subordinada às necessidades
do serviço: sua função é a de tutelar
o bem comum do egoísmo, favorecer um desenvolvimento ordenado
das relações entre as pessoas e das atividades e infundir
em todos segurança. 2º) Compromisso e serenidade Outras importantes características do nosso
centro são um forte compromisso operativo e um grande espírito
de sacrifício por parte de todos. Cada um procura dar a própria
contribuição quotidiana de trabalho, de idéias
e amizade para o crescimento das pessoas e o bem-estar moral e material
do centro. As inevitáveis tensões, procuramos superá-las
com o diálogo, com a aceitação cordial dos outros,
com a confiança recíproca e a busca sincera do interesse
comum, não do próprio. Diante de inevitáveis
erros e falências, todos se empenham em abrir o coração
para o perdão e para a compreensão, cientes de que errando
se aprende, e, das experiências negativas, tirar uma lição
para a vida. Valoriza-se, enfim, a festa, na variedade de suas formas,
como linguagem expressiva acessível a todos, para manifestar
aquela serenidade sempre reencontrada e partilhada, que contagia e
une os ânimos. 3º) Moralidade e religiosidade Em nosso centro procura-se manifestar uma forte tensão moral, que encoraja as pessoas na superação do mal e na aquisição dos verdadeiros valores. Neste todos esforçam-se em prever e afastar tudo o que ofende o sentido moral e propor atitudes e comportamentos que tornam bela a vida aos olhos de Deus e dos homens, como a retidão, a justiça, a compreensão recíproca, a concórdia e a solidariedade para com os mais fracos. Nosso ambiente alcança o clima mais desejado quando conseguimos perceber a presença de Deus Pai Providente; que infunde serenidade e confiança na vida, e todos se comprometem a viver dele e a testemunhar sua bondade. Nele devem, portanto, transparecer o louvor e o agradecimento contínuo ao Senhor, através da vida e da palavra, e ser evidente que, com o empenho de todos, está realizando-se o projeto de Deus. |
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